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Blônicas Particulares

Sunday, June 17, 2007

Recapitulando o tempo "perdido"

Depois de nascer, viver por duas postagens e convalecer por quase um ano, retomarei este projeto.

Minha segunda e ultima postagem foi em agosto do ano passado, estava num inverno, não só astral, mas principalmente de ambiental. Explico: Trabalhava com uma louca, que por tabela me enlouquecia. A pessoa em questão tem sim qualidades bacanas, mas a convivência diária me revelou faces que não conhecia. Algumas máscaras caíram; de ambas as partes inclusive.

Em setembro, enfim, chegou-se a uma solução: fui dispensada do trabalho. Me livrei de um problema, e caí em um bem maior. DESEMPREGADA! É ruim estar nesta condição, mas "tá osso"! Já espalhei currículos, fiz algumas entrevistas, mas até agora nada.

Posso somar a esta categoria, digamos não-afortunada, os seguintes acontecimentos: depressão (com direito a crises de pânico), brigas em família, dores na colunas que me levaram mais uma vez ao fisioterapeuta (salve o RPG), e claro, minha eterna companheira, a asma. Credo chega de falar disto!


Felicidades? Claro que têm!

Em janeiro nasceu Ronald, meu quarto sobrinho (será este um indicativo de vou ficar para titia?). Odiei o nome do garoto, mas como eu sou só a tia... ou melhor era, por que agora além de tia, sou a madrinha. Ainda não achei nenhuma vantagem realmente consistente em ser madrinha, pois a roupa do batizado me custou uma boa quantidade de Reais, e tal fábula de que a madrinha é a segunda mãe, realmente é fábula, por que se a madinha aqui resolver corrigir algum mal-feito do afilhado o pau-vai-comer(não de chegar as vias-de-fato, mas em todo caso, melhor não arriscar)!


Posted by Glaucia |




Tuesday, August 15, 2006

"Vou sair pra ver o céu,
vou me perder entre as estrelas"
(Busca Vida, Paralamas do Sucesso)




Olhar para o céu é um exercício que sempre me deixou fascinada. Lembro-me especialmente de uma vez em que estava em Rondônia, num mato-sem-fim, e a única luz que se via em volta era a que descia do céu. Era DIVINO, aquele tapete de estrelas que me convidava a caminhar pelo infinito. Debruçada na janela via como que aquele imenso céu que caía sobre a mata me permitia sonhar.

O tempo passou. Alguns anos depois estava eu novamente com uma janela que me dava um enquadramento especial do céu. Era um pedaço tão mínimo, mas tão meu, que causava inveja a todas outras moradoras do 301 B. Adendo: Fui uma privilegiada no quesito quarto de república. Meu espaço era 100% meu. Até por que só cabia minha cômoda e minha cama, que foi instalada abaixo da janela.

Todas as noites ao ir me deitar, me perdia entre as estrelas. Era o momento de reflexão do dia. Às vezes, não acreditava que eu, Nina, estava ali. Era incrível aquele momento!

Tinha também, os momentos matutinos de olhar pela janela e ver o céu. Era o momento da decisão do dia. Quando acordava, dependendo do dia da semana, vinha a inevitável pergunta: Vale a pena perder este sol lindo, com uma aula de Gentilli, Brittes e Cia Ltda? Ou, se estivesse chovendo: Encarar esta chuva pra quê?

Não gostava de perder aulas, mas me deixei levar várias vezes por aquele céu, e ia parar na praia ou no parque que havia perto de casa, ou ficava em casa mesmo. Nunca me arrependia da decisão.

Hoje não tenho mais esta escolha, a vida me trouxe outras possibilidades. Não tenho mais aquela janela e nem aquele enquadramento do céu. Minha janela mudou, meu céu está maior.



Posted by Glaucia |




Wednesday, August 09, 2006

O por quê

"Os outros olham as coisas e perguntam: porque?
Eu olho e pergunto: por que não?"

Dizem que tudo nesta vida tem uma explicação. Quando algo acontece, seja bom ou ruim, aqui fica a cargo do leitor, as pessoas se dividem em facções, onde buscam do seu ponto de vista explicar o acontecimento. Vejamos: os otimistas, sempre acreditam que se foi daquele jeito, é porque foi o melhor que poderia ter acontecido; os pessimistas, lógico, não se contentam com o resultado; os realistas, acham que o resultado foi dentro do esperado, os que queram alcançar alguma sabedoria, dissem: de tudo tiramos uma grande lição.

Sempre buscamos explicações, e este que aqui se apresenta, depois de um tempo de abandono, também tem a sua. Na sexta-feira, li uma reportagem sobre estresse, e tinha um teste para avaliar o grau do então leitor; o meu deu nível máximo! Entre as dicas para aliviar este mal da modernidade, estava a idéia de se escrever um diário ou blog.

Pessoalmente, nunca fui dada a este tipo de literatura. Até ensaiei algumas vezes iniciar um diário, mas em todas elas falhou, inclusive outros blogs...
Resolvi tentar novamente. Por que não?


Posted by Glaucia |




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